sexta-feira, dezembro 24, 2010

Então é Natal...

Olá a todos visitantes, e curiosos que visitam o Blog Clube da Vila, primeiramente gostaríamos de nos desculpar pelos últimos atrasos para postagens no Blog, pois além dos preparativos das festas de fim de ano, estamos preparando e melhorando nosso projeto aprovado na Febrace (Astronomia no Meio do Mundo), a ser apresentado em Março em São Paulo. E também gostaríamos de desejar a todos um feliz natal e um ano novo cheio de realizações, e até mesmo para o nosso Blog que continuará a funcionar, e avisar que no ano de 2011 o nosso clube iniciará a organizar suas atividades astronômicas. 
   


E aqui vão algumas informações e mitos acerca da astronomia e o natal:


A Árvore de Natal

Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, uma das mais populares atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.


A Estrela de Belém

Após o nascimento de Jesus em Belém, ainda governava a Judeia o Rei Herodes, chegaram "do Oriente à Jerusalém uns magos guiados por uma estrela ou um objecto controverso que, segundo a descrição do Evangelho segundo Mateus, anunciou o nascimento de Jesus e levou os Três Reis Magos ao local onde este se encontrava. A natureza real da Estrela de Belém e alvo de discussão entre os biblistas


O Solstício de Inverno

Solstício de inverno é um fenômeno astronômico usado para marcar o inicio do inverno. Ocorre normalmente por volta do dia 22 de dezembro no hemisfério norte/21 de junho no hemisfério sul. O solstício de inverno ocorre quando o sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador. Esta data também era de grande importância para diversas culturas antigas, que de um modo geral à associavam simbolicamente a aspectos como o nascimento ou renascimento e até mesmo a data em que se comemora o natal.


Arthur Teixeira Vianna

domingo, dezembro 19, 2010

Aprovação! FEBRACE 9


Amigos e visitantes do blog Clube da Vila, estou aqui para informar, que depois de muito trabalho e esforço, eu juntamente com Arthur Vianna, conseguimos a aprovação de nosso projeto “Astronomia no Meio do Mundo” para a nona edição da FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia)  que ocorrerá nos dias 22, 23 e 24 de Março de 2011 no campus da USP em São Paulo. Lá vamos expor nosso projeto para pessoas de vários lugares do Brasil esperando assim conseguir divulgar o projeto e também receber ideias que podem somar para o avanço do projeto com sucesso, esperando assim um resultado positivo.
Estamos muito felizes, esperamos ansiosamente para que a gente consiga o êxito no projeto, juntamente com o bom resultado na feira para que assim possamos colher novas experiências que nos ajudarão com o projeto.
Contamos com sua ajuda e apoio para realizarmos um bom trabalho.

Germán Loo Li Neto

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Tycho Brahe

14 de dezembro de 1546, castelo Knutstorp, Skåne : Nasce o Astrônomo dinamarquês Tycho Brahe.



Tycho Brahe (14 de Dezembro de 1546, castelo Knutstorp, Skåne - 24 de Outubro de 1601, Praga) foi um astrônomo dinamarquês. Teve um observatório chamado Uranienborg na ilha de Ven, no Öresund, entre a Dinamarca e a Suécia.

Tycho esteve ao serviço de Frederico II da Dinamarca e mais tarde do imperador Rodolfo II, tendo sido um dos representantes mais prestigiosos da ciência nova - a ciência renascentista que abrira uma brecha no sólido edifício construído pela Idade Média, baseado na síntese da tradição bíblica e da ciência de Aristóteles. Continuando o trabalho iniciado por Copérnico, foi acolhido pelos sábios ocidentais com alguma relutância. Estudou detalhadamente as fases da lua e compilou muitos dados que serviriam mais tarde a Johannes Kepler para descobrir uma harmonia celestial existente no movimento dos planetas, padrão esse conhecido como leis de Kepler.

A adesão de Tycho à ciência nova levou-o a abandonar a tradição ptolomaica, a fim de chegar a novas conclusões pela observação directa. Baseando-se nesta, construiu um sistema no qual, sem pretender descobrir os mistérios do cosmos, chega a uma síntese eléctrica entre os sistemas que poderíamos chamar de tradicionais e o de Copérnico.

Tycho foi um astrônomo observacional da era que precedeu à da invenção do telescópio, e as suas observações da posição das estrelas e dos planetas alcançaram uma precisão sem paralelo para a época. Após a sua morte, os seus registos dos movimentos de Marte permitiram a Johannes Kepler descobrir as leis dos movimentos dos planetas, que deram suporte à teoria heliocêntrica de Copérnico. Tycho não defendia o sistema de Copérnico mas propôs um sistema em que os planetas giram à volta do Sol e o Sol orbitava em torno da Terra.

Em 1599, por discordar com o novo rei do seu país, mudou-se para Praga, construiu um novo observatório onde trabalhou até morrer em 1601.

Arthur Teixeira Vianna

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Saturno: O menos denso planeta do Sistema Solar

Saturno, é o sexto planeta do Sistema Solar, está localizado entre as órbitas de Júpiter e Urano e é considerado o segundo maior planeta do sistema solar. É um dos planetas gasosos do Sistema Solar, porém o de menor densidade, tanto que se existisse um oceano grande o bastante, Saturno flutuaria nele. Sua principal característica é seu brilhante sistema de anéis, o único visível da Terra. Seu nome tem origem do deus romano Saturno. Faz parte dos denominados planetas exteriores.
Antes da invenção do telescópio, Saturno era o mais distante dos planetas conhecidos. A olho nu não parecia ser luminoso. O primeiro ao observar seus anéis foi Galileu em 1610, porém devido à baixa inclinação de seus anéis e à baixa resolução de seu telescópio lhe fizeram pensar a princípio que se tratava de grandes luas. Christiaan Huygens com melhores meios de observação pode em 1659 visualizar com clareza os anéis. James Clerk Maxwell em 1859 demonstrou matematicamente que os anéis não poderiam ser um único objeto sólido, sendo que deveriam ser um agrupamento de milhões de partículas de menor tamanho.
Tem um número elevado de satélites (luas), 61 descobertos até então, e está cercado por um complexo de anéis concêntricos, composto por dezenas de anéis individuais separados por intervalos, estando o mais exterior destes situado a 138 000 km do centro do planeta geralmente compostos por restos de meteoros e cristais de gelo. Alguns deles têm o tamanho de uma casa.
Saturno é o único do sistema solar que é menos denso que a água, com uma densidade média de 0,69 g/cm³.
Rotação: 10 horas e meia.
Translação: 29 anos terrestres
Diâmetro: 120 536 km
Temperatura Média: -134º ºC
Gravidade: 10,44 m/s²


Germán Loo Li Neto.

terça-feira, dezembro 07, 2010

IO: Satélite Vulcânico

Io é uma das quatro grandes luas de Júpiter.


Io, ligeiramente maior que a Lua, é também a quarta maior lua do sistema solar, logo a seguir a Ganímedes, Titã e Calisto.

Mesmo com o seu tamanho algo modesto e apesar de estar localizada num local frio do sistema solar, Io é descrita como o que mais se aproxima do conceito de inferno em todo o sistema solar, já que é o local com maior actividade vulcânica do Sistema Solar. Os seus vulcões chegam a atingir temperaturas à volta dos 1700 graus Celsius, logo, mais quentes que os vulcões da Terra (acredita-se que também os vulcões dos primórdios da Terra atingissem temperaturas semelhantes).

Aliada à maior concentração vulcânica do sistema solar, a libertação de compostos de enxofre durante as erupções confere a Io a aparência de um mundo de diferentes cores: branco, vermelho, laranja, amarelo e preto. Outra consequência desta actividade vulcânica consiste na expulsão de matéria e gases que se afastam para centenas de quilómetros de altura. Devido à fraca gravidade, alguma dessa matéria escapa para o espaço, formando um toro em redor de Júpiter.


Rotação: 1,7 dias
Translação: 1,7 dias
Diâmetro: 3642,6 km
Temperatura Média:
143 ºC (porém sua temperatura pode chegar a 1727 ºC)
Gravidade: 1,7 m/s2
Composição: superfície rochosa e núcleo metálico

Arthur Teixeira Vianna